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	<title>WDB INTERATIVA</title>
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	<description>BUSCANDO SOLUÇÕES INTELIGENTES</description>
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		<title>No Brasil, rede social para fins pessoais ainda &#8221;dá lavada&#8221; no uso corporativo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 17:19:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Agora, então, será preciso fazê-lo acreditar que você faz parte do universo de 16% dos internautas brasileiros que acessam as redes sociais com foco em objetivos profissionais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já convenceu o chefe que passa o dia no Twitter por causa do trabalho. Agora, então, será preciso fazê-lo acreditar que você faz parte do universo de 16% dos internautas brasileiros que acessam as redes sociais com foco em objetivos profissionais. Os outros 84%, diz o estudo do Ibope Nielsen Online, admitem que o principal interesse em sites como Orkut, Facebook e Twitter é mesmo pessoal. As informações foram divulgadas nesta quinta (12), no evento “15 anos de internet – não dá para viver sem”, realizado em São Paulo pelo IAB (Interactive Adversing Bureau) Brasil.</p>
<p>Oito em cada dez internautas brasileiros acessam redes sociais, diz pesquisa<br />
Brasil é o país que mais usa o Twitter na América Latina, aponta pesquisa<br />
Se o chefe não engolir a história, jogue então outro dado da pesquisa. Os usuários de redes sociais, diz o Ibope Nielsen Online, afirmam acessar esses sites, em 98% dos casos, quando estão em suas casas (agora, sim!). A porcentagem de acesso no trabalho chega a 34%, seguida por casa de amigos (17%), escola e faculdade (13%), lan houses e locais públicos (12%), celular pós-pago (10%), outros locais (7%) e celular pré-pago (6%).</p>
<p>Esse público é formado principalmente por homens: 54%. Quando os internautas foram questionados se acreditam que as redes sociais fornecem todas as informações necessárias para deixá-los atualizados com notícias de seu interesse, 33% disseram que sim (desses, 54% eram mulheres). No entanto, uma parcela menor (12%) afirmou que esses sites podem substituir os meios de comunicação tradicionais.</p>
<p>“Se o internauta segue os perfis de seu interesse no Twitter, por exemplo, já faz um filtro das informações que considera importantes receber. Seja de uma celebridade ou de um conhecido”, afirmou Fábia Juliasz, diretora-executiva do Ibope Nielsen Online. A pesquisa conclui que a recomendação e experiência compartilhadas em redes sociais têm muito mais valor que a publicidade.</p>
<p>O estudo considerou um universo de 22,3 milhões internautas do Brasil, com 18 anos ou mais. Desses, 20,7 milhões (ou 92%) usam redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter, Hi5 ou Sonico. </p>
<p><strong>Juliana Capanez &#8211; UOL Tecnologia  </strong></p>
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		<title>A alma dos avatares</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 19:44:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Pesquisa revela que ícones de internautas destinados a identificar a pessoa no mundo virtual]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No mundo da internet, louras viram morenas, baixinhas ficam mais altas, os mirrados ganham músculos e quem está acima do peso pode se tornar uma Gisele Bündchen. Graças ao avatar(1), personagem que o usuário constrói para representá-lo no mundo virtual, é possível exibir uma roupagem completamente diferente da real. Ainda assim, esses egos cibernéticos conservam, em grande parte, a personalidade de seu dono. Mesmo que fisicamente diferente do indivíduo de carne e osso, o avatar reflete características psicológicas, identificadas até por quem analisa apenas o desenho que aparece na tela, sem conhecer quem o criou.</p>
<p>A constatação é de uma pesquisa da Universidade de Concordia, no Canadá, publicada na revista especializada Psicologia e marketing. Baseado em estudos anteriores que constataram que 80% dos usuários de internet terão um avatar até o fim de 2012, ao mesmo tempo em que as grandes empresas entrarão para as redes sociais, o psicólogo H. Onur Bodur decidiu investigar qual interpretação que os internautas fazem dos personagens que povoam o mundo virtual.</p>
<p>Lojas e empresas que comercializam seus produtos pela internet costumam criar avatares encarregados de tarefas simples, como tirar dúvidas dos clientes on-line, até recrutar empregados — caso, por exemplo, da alemã T-Systems, que faz uma triagem dos candidatos às vagas no ambiente virtual do Second Life. A intenção de Bodur foi decifrar a personalidade dos indivíduos por trás dos avatares, o que, de acordo com ele, pode ser uma importante ferramenta para as empresas conhecerem os hábitos e perfis dos potenciais consumidores. “O cabelo louro é uma característica de avatares associada com pessoas mais agradáveis e extrovertidas. Essa informação pode ser benéfica para as empresas, quando elas criarem seus avatares”, explicou o pesquisador ao Correio.</p>
<p>Embora os avatares estejam presentes em diversas redes sociais, o estudo de Bodur concentrou-se no Second Life, que multiplicou 20 vezes o número de usuários entre 2006 e 2009, chegando à marca de 15 milhões de pessoas cadastradas em todo o mundo. Nessa plataforma, existe uma moeda própria, o linden, que sofre flutuações no mercado, assim como o dinheiro real, e pode ser convertido em dólares. “A habilidade de conduzir transações na economia do Second Life aumenta o apelo desse mundo virtual”, constatou o pesquisador.</p>
<p>Na plataforma, os consumidores, também chamados de “residentes”, podem comprar propriedades, telefones e roupas para seus avatares. Os bens são virtuais, mas precisam ser pagos com dinheiro real, já que, para adquirir lindens, é preciso comprá-los com dólares.</p>
<p>De olho nas transações feitas no Second Life, grandes empresas se instalaram nesse mundo virtual, como Adidas, Dell, Disney e IBM. “Da perspectiva de uma empresa, o aumento no número de consumidores com avatares enfatiza a necessidade de saber quais dessas pessoas por trás do avatar realmente podem ser úteis do ponto de vista mercadológico”, diz Onur. Ele lembra que, nos ambientes virtuais, uma das poucas peças de informação disponíveis que um consumidor tem do outro é a aparência dos avatares. Então, é nos sinais não verbais emitidos pelos avatares que se pode tentar descobrir alguma coisa sobre o indivíduo de carne e osso, representado virtualmente pelo personagem.</p>
<p>1 &#8211; Ser supremo<br />
A palavra avatar vem do sânscrito aval, que significa “descida” ou “aquele que descende de Deus”. Assim, entre os hindus, os avatares são encarnações de divindades na Terra. De acordo com o antigo texto indiano Vedas, “tais Personalidades estão situadas no mundo espiritual, o reinado de Deus. Quando Eles transcendem para a criação material, Eles assumem então o nome Avatar”. Os mais conhecidos são Krishna e Rama, avatares do deus Vixnu. O termo está associado a metamorfose, mutação, transformação.</p>
<p>Julgamento visual</p>
<p>Bodur conta que as pesquisas na área da psicologia social mostram que os indivíduos tendem a formar impressões sobre os outros baseadas nas características visuais. No mundo real, porém, é muito difícil, caro ou mesmo impossível modificar os atributos físicos. “Porém, os avatares podem ser redesenhados instantaneamente on-line por meio da tecnologia gráfica. Os consumidores têm um grande nível de controle sobre a criação de seus avatares. Deliberadamente ou inconscientemente, os avatares podem refletir sinais de seu criador”, diz.</p>
<p>A cor do cabelo, o estilo de roupa e o sexo escolhido podem dar pistas sobre a personalidade. “Os consumidores podem decidir criar um avatar que seja a imagem deles representada, ou criar um que reflete suas fantasias, ou o que a pessoa gostaria de ser. Ainda assim, essas características são reveladoras, porque mostram a preferência do consumidor”, explica Bodur.</p>
<p>Na pesquisa que ele conduziu, 103 participantes do Second Life tiveram de preencher um formulário, no qual descreveram traços de sua personalidade, assim como forneceram informações sociodemográficas. Em média, os voluntários tinham 33 anos, 56% eram mulheres, 77,7% se autodeclararam caucasianos, 40,8% viviam nos Estados Unidos e passavam cerca de 42,4 horas na internet (sendo 25,9 horas no Second Life) por semana. Entre os participantes, 45% deles pagavam US$ 9,95 por mês para ter uma conta premium na plataforma, 93,7% eram proprietários de objetos virtuais que não fossem roupas e 27,3% possuíam uma propriedade no mundo virtual.</p>
<p>Voluntários<br />
A segunda fase da pesquisa envolveu também participantes do Second Life. O papel deles era observar os avatares dos voluntários que preencheram o questionário. Sem ter outra informação sobre os indivíduos por trás dos personagens, eles precisaram definir a personalidade dos criadores com base em adjetivos como: extrovertido, agradável, aberto a novas experiências, desagradável, antipático e agressivo. De acordo com o julgamento feito pelos observadores, avatares com cabelos longos e atraentes eram os das pessoas mais extrovertidas. Avatares masculinos que usavam roupas escuras foram considerados introvertidos.</p>
<p>Ao cruzar as respostas com a autoavaliação dos criadores dos avatares analisados, Bodur percebeu que elas se encaixavam. “Os homens que criaram seus avatares com roupas do exército ou camisas pretas eram os que tinham a personalidade mais desagradável. É interessante que as pessoas que analisaram os avatares inferiram que esses personagens eram, de fato, os menos agradáveis”, explica.</p>
<p>Bodur afirma que são necessárias mais pesquisas para aprofundar o tema — até porque, como todos os questionários eram em inglês, ficaram de fora possíveis participantes de vários países. Mas, segundo ele, o estudo pode significar o primeiro passo para analisar a interação entre um observador e seu alvo no mundo virtual. Para as empresas, isso pode significar mais lucro. “Por exemplo, uma agência de viagens focada em aventura pode criar em seu site um avatar que seja julgado pelos visitantes como extrovertido e aberto a experiências”, diz o pesquisador.</p>
<p>Três perguntas para H.Onur Bodur Psicólogo Da Universidade Concórdia, Do Canadá</p>
<p>Ainda que o avatar seja, fisicamente, completamente diferente de seu criador, há semelhanças em relação à personalidade?<br />
Nesse estudo, pedimos às pessoas que criaram seus avatares que descrevessem completamente sua personalidade. Depois, pedimos a outras pessoas que não as conheciam, mas apenas viram os avatares, para nos dizer o que pensavam sobre a personalidade do indivíduo por trás do avatar. Apesar de apenas olharem para os ícones e não terem nenhum outro tipo de informação, algumas das dimensões da personalidade bateram exatamente com a descrição feita pelos próprios criadores dos avatares. Para dar um exemplo, os homens que criaram seus avatares com roupas do exército ou camisas pretas eram os que tinham a personalidade mais desagradável. É interessante que as pessoas que analisaram os avatares inferiram que esses personagens eram, de fato, os menos agradáveis, baseado apenas nas calças camufladas ou nas camisas pretas.</p>
<p>Quando a pessoa cria um avatar, ela tem noção de que o personagem vai refletir sua personalidade ou isso é um processo inconsciente?<br />
Nossas descobertas sugerem que, estatisticamente, há relações significativas entre as características dos avatares e as dimensões reais da personalidade. Os criadores podem, consciente ou inconscientemente, escolher usar essas características nos avatares de forma a refletir certo tipo da personalidade. Mas, no nosso estudo, quando havia uma diferença entre a personalidade real do indivíduo e a personalidade que se inferia pelo observador, nós tentamos identificar se isso era o resultado de uma autorrepresentação consciente. Por exemplo, descobrimos que indivíduos que participam de múltiplos mundos visuais tendem a representar eles mesmos de forma diferente em cada avatar.</p>
<p>Como as empresas pode usar, na prática, os dados descobertos pelo estudo?<br />
Sugerimos que as empresas podem desenhar avatares que representem sua companhia ou marca. Por exemplo, o cabelo louro é uma característica de avatares associada com pessoas mais agradáveis e extrovertidas. Isso pode ser benéfico para as empresas, no sentido de construírem seus avatares seguindo características agradáveis, para se comunicar com os clientes no mundo virtual. </p>
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		<title>Debates vão exigir programas e propostas dos candidatos</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 19:41:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O calendário eleitoral se aproxima das rodadas decisivas. Na quinta-feira, haverá o primeiro debate na TV (Bandeirantes) entre candidatos a presidente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O calendário eleitoral se aproxima das rodadas decisivas. Na quinta-feira, haverá o primeiro debate na TV (Bandeirantes) entre candidatos a presidente. Pode ser o início de uma fase nova na campanha, na qual temas programáticos tomem lugar do bate-boca que reina até aqui.</p>
<p>Não que o bate-boca não ajude os eleitores na definição do voto. Muitos tomam posição a partir justamente de acusações, insinuações e suspeitas que os candidatos lançam contra os oponentes.</p>
<p>É por isso que os candidatos se dedicam tanto ao alarido que domina o noticiário -e que poderá estar presente também nos debates.</p>
<p>Mas sempre se espera que diretrizes e propostas constituam o discurso central dos presidenciáveis. Com os debates, Dilma, Marina e Serra não poderão evitar a cobrança para que se manifestem sobre temas incômodos.</p>
<p>Dilma deverá enfatizar a continuidade do governo, destacando os resultados econômicos e os programas sociais. Mas deverá ser instada, por Serra, a falar sobre política externa (Irã e Farc) e ser cobrada, por Marina, sobre questões ambientais (Belo Monte, por exemplo).</p>
<p>Serra tentará convencer que pode aperfeiçoar a atual gestão, provavelmente argumentando em favor da desvalorização do câmbio e da redução dos juros como forma de evitar crises. Mas Dilma deverá convocá-lo a se manifestar sobre a relação do governo com o Banco Central e o mercado financeiro e sobre o futuro do Bolsa Família.</p>
<p>E Marina certamente reforçará seu discurso pelo desenvolvimento sustentável, mas deverá ter que responder sobre a harmonização entre tal diretiva e investimentos prementes em infraestrutura.</p>
<p>Outros temas importantes são privatizações, segurança pública, drogas e papel do Estado nos investimentos.</p>
<p>LUIZ GUILHERME PIVA, economista e cientista político, é diretor da LCA Consultores. Publicou &#8220;A Miséria da Economia e da Política&#8221; (Manole). </p>
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		<title>Dê um google no candidato</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 19:38:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O buscador lança ferramentas especiais para o internauta se informar sobre as eleições]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Onde estão José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva agora? Quais são os assuntos, como educação ou privatização, mais associados a cada um deles? O que as pessoas mais querem saber de cada candidato? Essas são algumas das informações que o Google vai organizar para os eleitores a partir do dia 2 de agosto. A área especial Google Eleições reunirá ferramentas para acompanhar as campanhas presidenciais e para governador. Em parceria com a TV Bandeirantes, também fornecerá vídeos com a cobertura da campanha e alimentará um canal no YouTube. Pelo Google, o eleitor poderá consultar mapas com os resultados das eleições por Estado desde 1994. Poderá também encaminhar perguntas aos candidatos e votar nas questões feitas por outros internautas. As perguntas mais votadas serão levadas aos políticos ao longo da campanha.</p>
<p>A empresa ainda planeja criar outros recursos. Uma promessa é que os eleitores poderão encontrar sua seção eleitoral usando o Google Maps. Outra é montar um mapa para acompanhar a apuração de votos por seção eleitoral.</p>
<p>O Google não diz quanto investiu para adaptar suas ferramentas às eleições. O trabalho levou três meses. “É fruto de nossa missão de organizar todas as informações do mundo de forma útil”, diz Ivo Corrêa, diretor de assuntos governamentais e políticas públicas do Google Brasil. “Vamos oferecer ao candidato uma ferramenta para se comunicar melhor com os jovens, que estão mais próximos da internet, e um espaço para os cidadãos expressarem o que esperam dos candidatos.”</p>
<p>Como o Google não é uma instituição filantrópica, o foco nas eleições brasileiras provavelmente também se deve ao interesse em aumentar a fidelidade dos internautas a suas ferramentas, elevando o volume de acessos e o valor da publicidade veiculada em suas páginas.</p>
<p>A ideia foi inspirada na experiência das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Lá, o Google oferecia mais recursos. Uma das ferramentas criava um botão nos sites dos candidatos para que simpatizantes fizessem doações. Cerca de 34% da campanha do presidente Barack Obama foi financiada por pessoas que deram menos de US$ 200 cada uma. “A lei eleitoral não permite isso ainda”, diz Alexandre Hohagen, diretor-geral do Google para América Latina. Para ele, as ferramentas oferecidas nestas eleições também servirão para mostrar a utilidade da internet e abrir caminho para que a legislação eleitoral fique menos restritiva nos próximos anos.</p>
<p>Não é uma iniciativa única. O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Web da Universidade Federal de Minas Gerais também criou um site, o Observatório da Web, que compara o desempenho dos candidatos presidenciais na imprensa on-line. Esse tipo de processamento das informações eleitorais tende a se sofisticar. Segundo uma pesquisa recente do Datafolha, 7% dos eleitores já afirmam contar com a internet como fonte de informação política. Em comparação, 65% dizem se informar pela TV. A diferença é que a rede de computadores tem possibilidades únicas de interação, diz Antonio Graeff, especialista em mídias digitais na política. “Em um cenário de excesso de informações, vamos precisar de instrumentos que nos ajudem a filtrar e entender o que acontece”, diz. </p>
<p><strong>Alexandre Mansur &#8211; Revista Época &#8211; Edição 637</strong></p>
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		<title>Os cuidados na hora de apoiar seu candidato na Internet</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 02:45:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O que você (não) pode fazer na hora de propagar as idéias do seu candidato na Web. O TSE promete ficar de olho!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que você (não) pode fazer na hora de propagar as idéias do seu candidato na Web. O TSE promete ficar de olho!</p>
<p>As eleições de 2010 serão as primeiras no Brasil onde a Internet desempenhará um papel essencial para os candidatos. Isso porque, além dos partidos, milhares de simpatizantes se mobilizarão para ajudar a eleger seus postulantes aos cargos públicos, seja via blog, via Twitter, via e-mail ou qualquer outra ferramenta de longo alcance.</p>
<p>“A Internet no Brasil é usada muito mais para propaganda negativa de candidatos, do que para mobilizar os eleitores ao debate e ao trabalho de campanha”, afirmou Alexandre Atheniense, professor do curso de pós-graduação de Direito Eleitoral da Escola Superior de Advocacia da OAB-SP e especialista em Direito Eletrônico . “Nos EUA, isso já é muito mais evoluído, já que o ambiente fomenta uma relação entre o candidato e o eleitor, até mesmo na questão de doações, onde a campanha que elegeu Barack Obama fez com muita eficiência e arrecadou grandes quantias”.</p>
<p>A opinião é compartilhada por Leandro Bissoli, advogado especialista em Direito Digital e sócio do Patrícia Peck Pinheiro Advogados. “Nas eleições norte-americanas na Web, quem combatia as difamações era o próprio eleitor. E ele também funcionava como um cabo eleitoral eficiente, mobilizando jovens e arrecadando fundos”.</p>
<p>E, ao contrário do que muitos pensam, a Internet não será uma terra de ninguém nas eleições brasileiras. Em outras palavras, calúnias, injúrias e difamações contra adversários políticos já estão sendo devidamente monitorados pelos militantes e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – que regulamentou o uso da Web em campanhas a partir do projeto de lei 5984/09, de dezembro de 2009 &#8211; está sendo ágil na hora de punir os infratores. “A percepção de que a Internet será um território de vale-tudo nessas eleições é equivocada”, disse Alexandre. “O TSE, deixou bem claro o que será e o que não será permitido nas campanhas e vai punir os excessos com rapidez”.</p>
<p>A seguir, confira os cuidados que você deve ter na hora de apoiar seu candidato nos principais canais de comunicação na Internet:</p>
<p><strong>Blogs</strong><br />
Conhecidos como um dos principais meios do internauta manifestar sua liberdade de expressão, os blogs terão vigilância rígida durante a campanha eleitoral. A começar pela eliminação do anonimato. “O TSE foi bastante enfático na nova lei quanto ao anonimato, que está totalmente proibido. A entidade não quer passar a falsa impressão que privilegia essa tática”, declarou Atheniense. “Logo, quem pretende criar uma página do gênero para apoiar a candidatura deve se identificar e responderá por qualquer excesso que ocorra no site e seja denunciado”.</p>
<p>Segundo o especialista, tanto os textos postados pelo dono do blog quanto os comentários que são feitos na página têm o mesmo peso na consideração do teor ofensivo. Em outras palavras, o blogueiro pode ser multado e até mesmo ter o seu site retirado do ar. “O dono do blog pode ser considerado um responsável solidário pelo conteúdo publicado na página, já que ele deveria exercer a moderação e não o fez”, explica Alexandre.</p>
<p>Além disso, todo e qualquer tipo de site, que não o do partido, está proibido de inserir qualquer tipo de propaganda política – como, por exemplo, banners – seja em grandes portais de notícias, seja em blogs de qualquer tamanho. No entanto, textos de endosso emitidos pelos partidos poderão ser publicados.</p>
<p><strong>Twitter e outras redes sociais</strong><br />
A lei que regulamenta o uso da Internet nas eleições considera que as regras válidas para os blogs são válidas também para outras ferramentas de comunicação como o Twitter e também redes sociais. Em suma, o criador dentro de uma comunidade dentro do Facebook ou Orkut será responsável pelos textos publicados naquele espaço e também em moderar os comentários emitidos.</p>
<p>E o Twitter também entra nessa dança: “Ao contrário do que muitos pensam, o Twitter também não será uma terra sem-lei nessas eleições”, disse Alexandre. “É difícil imaginar que um candidato (no caso sua equipe de Web) não esteja monitorando tudo o que é dito acerca do seu nome, até para poder reagir aos ataques que considerar como calúnias”.</p>
<p><strong>E-mails</strong><br />
As eleições 2010 serão as primeiras no Brasil a contar com uma lei específica de combate ao spam. Isso porque ela diz que os partidos podem criar um e-mail marketing, desde que qualquer mensagem eletrônica permita ao destinatário requerer seu descadastramento. E isso tem de ser cumprido em até 48 horas do recebimento da solicitação, sob pena de multa de até 30 mil reais ao partido e ou candidato. Além disso, a venda de mailing aos partidos está proibida.</p>
<p><strong>O direito de resposta</strong><br />
Com regras claras para meios de comunicação como TV, rádio e impressos, surgiu a dúvida de como o TSE implementará o direito de resposta a um candidato que se sinta prejudicado nos meios virtuais. Segundo Leandro Bissoli, ainda não há uma jurisprudência para esse tipo de caso na Internet. “No Twitter, por exemplo, se você foi ofendido em 140 caracteres, você poderá replicar em 140 caracteres? Acredito que o TSE deva se pautar pelo o que ele já faz em outros meios de comunicação”, afirmou ele. “Ou seja, os direitos de resposta poderão ser postados em blogs e comunidades e ficar visíveis em partes de destaque dos sites durante um determinado tempo”.</p>
<p><strong>Boca de urna virtual</strong><br />
Essa será uma outra vantagem da Web na hora do candidato aferir suas chances nas eleições. Proibida em meios físicos até 48 horas antes das eleições, os políticos poderão monitorar suas chances sem qualquer tipo de restrição na Internet. “A vantagem é que ele poderá fazer isso antes, durante e depois das votações, o que lhe dá uma perspectiva geral das suas chances”, afirmou Bissoli.</p>
<p><strong>Provedores</strong><br />
Outro ponto que Alexandre destaca na participação da Internet nessas eleições é o papel dos provedores. Para ele, os provedores também precisarão tomar cuidado, já que também podem ser acionados pelo TSE como responsáveis solidários. “Os provedores terão de ser mais ágeis e se preocupar mais em monitorar os blogs”, declarou o especialista. “Não acredito que eles farão um monitoramento prévio dessas páginas, mas eles terão de ser bem ágeis na hora de retirar algum conteúdo considerado ofensivo pelo TSE. O ideal seria a realização de uma campanha que esclareça melhor os riscos de tais excessos, mas não acredito que isso vá ocorrer”.</p>
<p><strong>Rui Maciel &#8211; IDG Now!</strong></p>
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		<title>Brasil passa a ser 4ª maior fonte de mensagens no Twitter</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 05:36:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um levantamento divulgado pela consultoria francesa Semiocast indica que o Brasil passou a ser o país de origem do quarto maior número de mensagens no Twitter, ou tweets, em todo o mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um levantamento divulgado pela consultoria francesa Semiocast indica que o Brasil passou a ser o país de origem do quarto maior número de mensagens no Twitter, ou tweets, em todo o mundo.</p>
<p>Nos últimos três meses, o país, que ocupava a terceira posição, foi ultrapassado pela Indonésia.<br />
De acordo com o levantamento, as mensagens originadas no Brasil representavam, ao final de junho, 11% de todas as mensagens no mundo, enquanto a proporção das mensagens da Indonésia chegou a 12% do total.</p>
<p>No levantamento anterior, feito ao final de março, o Brasil respondia por 11,5% de todas as mensagens do Twitter, enquanto as mensagens originadas na Indonésia eram 10% do total.</p>
<p>As mensagens dos Estados Unidos, principal origem das mensagens postadas no site de microblogging, caíram de 30% para 25% do total nos últimos três meses, enquanto que a participação das mensagens do Japão cresceu de 15% para 18% no mesmo período.</p>
<p>As mensagens de Twitter oriundas desses quatro países juntos são quase o dobro de todas as postagens feitas no resto do mundo, segundo o levantamento.</p>
<p>Crescimento acelerado<br />
Segundo Paul Guyot, diretor da Semiocast, o total de mensagens no Twitter continua crescendo significativamente em todos os países, mas os dados do levantamento mostram, entre os quatro primeiros, um crescimento mais acelerado no Japão e na Indonésia e menos acelerado no Brasil e nos Estados Unidos.</p>
<p>De acordo com Guyot, uma das possíveis razões para a Indonésia ter apresentado um crescimento no número de tweets maior do que o Brasil é a popularidade do envio de mensagens pelo celular no país asiático.</p>
<p>Enquanto no Brasil 82% dos tweets foram enviados a partir do site do próprio Twitter, na Indonésia esse meio foi utilizado por apenas 11%, enquanto o uso do aplicativo ÜberTwitter, para celulares Blackberry, responde por 37% das mensagens.</p>
<p>“A popularidade do uso do celular para tweets pode explicar essa tendência que resultou na ultrapassagem do Brasil pela Indonésia no terceiro lugar do ranking”, comentou Guyot à BBC Brasil.</p>
<p>De acordo com a página do Twitter na internet, na Indonésia os usuários de celulares de seis diferentes operadoras podem enviar tweets por meio de mensagens de SMS, enquanto no Brasil apenas uma operadora oferece o serviço.</p>
<p><strong>Línguas</strong><br />
Apesar de o Brasil ter perdido a terceira colocação no ranking dos tweets, o português continua a terceira língua mais popular no Twitter, com 11% das mensagens, proporção semelhante à das mensagens originadas no país.</p>
<p>O indonésio é a quarta língua mais popular, com 7%, cinco pontos porcentuais menos que a participação da Indonésia no total de mensagens.</p>
<p>Para Guyot, isso indica que os usuários brasileiros do Twitter preferem usar a sua própria língua em suas mensagens, e não o inglês, como em muitos países.</p>
<p>Segundo dados do levantamento, por exemplo, só metade dos tweets dos franceses são escritos em francês.</p>
<p>O inglês é a língua mais popular no site, com 40% do total das mensagens, seguido do japonês, com 18%;</p>
<p><strong>Fonte: UOL Tecnologia</strong></p>
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		<title>A Folha errou; alegria no Twitter</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 04:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com erro em anúncio sobre seleção, jornal experimenta a força do boca a boca na era digital e revela nova atitude]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;VALEU, Brasil. Nos vemos em 2014.&#8221; O adeus à seleção, que hoje até soa simpático, causou revolta ao ser publicado, por engano, em anúncio na terça-feira, um dia depois de uma vitória acachapante sobre o Chile. Virou o assunto da semana envolvendo a Folha.<br />
A propaganda do supermercado Extra, patrocinador oficial da seleção, dizia também que o time saía do Mundial, mas &#8220;não do coração da gente&#8221;. O erro aconteceu na inserção de anúncios.</p>
<p>O jornal tem um horário-limite para a entrega das propagandas e, como não dava para esperar o fim da partida, a agência de publicidade mandou duas versões: uma para vitória e outra para derrota.</p>
<p>É um procedimento corriqueiro, mas, por falha humana, foi colocado o anúncio do fim do sonho do hexa, dando a impressão -terrível para qualquer anunciante- de que torcia contra os brasileiros. E expondo algo que os publicitários não gostam de admitir: de que precisam trabalhar também com o pior cenário.</p>
<p>O anúncio errado ocupava um espaço estreito no caderno Copa 2010 e tinha uma formulação confusa, com parte do enunciado em zulu (&#8220;A I qembu le sizwe&#8221;, que significa seleção). Teria passado sem tanta repercussão não fosse o Twitter.</p>
<p>Na segunda maior rede social no país -com mais de 10 milhões de brasileiros-, a gafe espalhou-se rapidamente. Ávidos por notícias do tipo &#8220;espírito de porco&#8221;, os tuiteiros se alvoroçaram (&#8220;Isso sim é hard news!&#8221;), cobraram providências (&#8220;Quem vai ser demitido?&#8221;) e desfiaram piadas (&#8220;Extra será patrocinador oficial do Corinthians na próxima disputa da Libertadores&#8221;).</p>
<p>Houve até uma corrente conspiratória que, em 140 caracteres, acusou o jornal de manobra tucana: &#8220;Desconfio que a Folha trocou a propaganda do Extra em represália ao fato de a sra. Abílio Diniz ter organizado reunião de mulheres com Dilma&#8221;. Os paranoicos (não foi apenas um) referiam-se a um chá da tarde oferecido por Geyze Diniz para Dilma Rousseff e três dezenas de socialites no último dia 25.<br />
O fuzuê foi tamanho que Abílio Diniz tuitou uma resposta dura, em sequência de posts: &#8220;Ontem o Brasil fez seu melhor jogo na Copa. </p>
<p>Infelizmente, a Folha cometeu um grave erro com o anúncio do Extra, o que é inadmissível. Estou ao lado dos que se indignaram com o anúncio publicado erroneamente pelo jornal. Não compartilhamos com a impunidade e tomaremos as providências, que não eliminarão o erro, mas irão responsabilizar os culpados. Como presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, peço desculpas, em meu nome e do Grupo, aos brasileiros e, principalmente, aos jogadores da seleção&#8221;.</p>
<p>Além da fúria do anunciante, a Folha sentiu a força do boca a boca na era digital. O que era erro de inserção virou notícia em vários sites brasileiros e até no do jornal inglês &#8220;The Guardian&#8221; (&#8220;Anúncio de jornal elimina Brasil das finais&#8221;).<br />
<strong><br />
NOVA POSTURA</strong><br />
A Folha também reagiu no Twitter. Respondeu aos que comentavam o incidente, deixando evidente uma nova postura do jornal -foi criado há apenas três meses o cargo de editor de mídias sociais, para, entre outras coisas, acompanhar o que se diz sobre a Folha nas redes.<br />
&#8220;O jornal precisa se fazer ouvir e dialogar também no ambiente das mídias sociais&#8221;, afirma a Secretaria de Redação, que pretende desenvolver estratégias para a circulação de notícias, prospectar pautas e identificar tendências na internet.</p>
<p>O que parece óbvio para muitas empresas é uma pequena revolução na Barão de Limeira. A Folha costumava ter uma atitude estoica diante dos bombardeios que sofre no mundo digital.</p>
<p>No caso do Extra, o jornal foi transparente e publicou reportagem em Mercado relatando o tremendo tropeço. Isso mesmo, tropeço, engano, mancada. Imenso, mas só isso.</p>
<p>Por mais que queiram aproveitar o deslize para reafirmar que é impossível confiar na Folha -&#8221;Como vocês garantem que não cometem esses erros na apuração das matérias?&#8221;, perguntou um internauta-, o incidente não acrescenta nada de novo à avaliação que se faz do jornal: quem já odiava a Folha ganhou momentos de puro prazer e os que gostam devem ter dado boas risadas. Na ressaca da sexta-feira, quando o Brasil foi de fato eliminado, o apresentador Marcelo Tas postou: &#8220;Está confirmado. Folha é o jornal do futuro&#8221;. </p>
<p><strong>Suzana Singer &#8211; Folha de S. Paulo</strong></p>
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		<title>Como o Twitter pode ajudar as empresas a vender mais?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 21:31:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A resposta não caberia em um tuíte, mas o vice-presidente de comunicação do Twitter, Sean Garrett, é capaz de explicar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A resposta não caberia em um tuíte, mas o vice-presidente de comunicação do Twitter, Sean Garrett, é capaz de explicar.</p>
<p>Você se lembra da sigla TGIF? Então se recorda de que ela costumava significar Thanks God It’s Friday (graças a deus é sexta-feira), não? Pois é. Isso mudou &#8211; na verdade, acaba de mudar. De agora em diante, TGIF significa “Twitter, Google, iPhone e Facebook”. É um reflexo do impacto exercido pelas mídias sociais no cotidiano; às empresas cabe encontrar o caminho para converter esse impacto em favor dos negócios. Em um tweet: marketing digital é inevitável para os negócios; marketing digital é inevitável para os negócios da atualidade.</p>
<p>Após o lançamento do iPhone na Coréia do Sul, a exploração das mídias sócias se tornou imprescindível para o segmento de marketing coreano. Atentos para essa realidade, a filial do IDG daquele país vai realizar, em 1.ºde julho, a Digital Marketing Conference 2010. O vice-presidente de comunicação do Twitter, Sean Garrett, irá revelar de que maneira o microblog é usado por empresas na captura por fatias de mercado cada vez maiores.</p>
<p>Em entrevista ao IDG, Garrett diz que o Twitter é uma ferramenta poderosa na busca por consumidores e essa aplicabilidade não se resume à interface B2C (Business to Customer – de fornecedor para cliente), mas, inclusive, nas relações B2B (Business to Business – relação entre empresas).</p>
<p>IDG Coreia do Sul – Mesmo no atual momento, ainda existe um contingente enorme de pessoas que não faz ideia do que vem a ser o Twitter. Pode explicar?</p>
<p>Sean Garrett – O Twitter é uma rede de informações em tempo real abastecida por internautas e que permite às pessoas saber o que está acontecendo neste exato momento.</p>
<p>É uma ferramenta simples que pode ajudar muito na conexão entre empresas e um público altamente selecionado e em um ritmo ”em cima da hora”. Organizações de todos os tamanhos podem aderir ao Twitter e ficar conectados com os consumidores. É uma boa maneira de distribuir informações sobre a empresa, possibilita a realização de ações de inteligência de mercado e permite sentir o eco, o efeito das ações de maneira imediata. Construir relacionamento com clientes, com parceiros e com outras entidades interessadas na empresa. Via Twitter, os consumidores podem informar sobre a satisfação ou sobre a decepção que tiveram com um produto comprado ou com um serviço contratado.</p>
<p>IDG – Quantos usuários o Twitter tem hoje em dia? Existe uma maneira de aferir qualitativamente e quantitativamente o conteúdo em tempo real circulante na rede? Vocês dispõem de ferramentas para medir a qualidade do que circula?</p>
<p>SG – Atualmente o serviço tem 125 milhões de usuários registrados e o volume de tweets é de 65 milhões por dia. O controle de qualidade fica a cargo do usuário. É ele quem decide se vai ou não receber atualizações de determinado canal, ou não.</p>
<p>IDG – Profissionais de marketing estão acordando para o Twitter. Você pode citar alguns casos de uso bem sucedido dessa ferramenta?</p>
<p>SG – Existem, literalmente, milhares de exemplos do uso bem sucedido da ferramenta. Uma delas é a empresa aérea norte-americana Jet-Blue. Em meio a um cenário de recessão e de um padrão de relacionamento péssimo entre linhas aéreas e os clientes, a Jet-Blue conseguiu construir uma fortaleza de relacionamento e fortaleceu a marca de maneira absolutamente fabulosa. E o Twitter teve um papel fundamental nessa história. A Jet-Blue tem mais de um milhão de seguidores no Twitter e usa a plataforma para ouvir melhor os clientes, ao mesmo tempo em que potencializa campanhas tradicionais da marca e habilita os clientes a advogar em favor da empresa. O resultado disso é que a Jet-Blue é a empresa com maior volume de “moeda corrente social”, quando comparada a outra empresa norte-americana.</p>
<p>O Dell Outlet (ponta de estoque) é outro bom exemplo de uso do Twitter. A Dell Outlet é responsável por livrar-se de equipamento recondicionado e o seu papel é vender esse estoque com o máximo de velocidade possível. Como agilidade é o item mais importante para a empresa nessa hora, eles não têm tempo de contratar uma agência que desenvolva a campanha para cada lote de máquinas e equipamentos. No lugar disso, ela lança mão de outros recursos, como e-mail marketing, anúncios pagos, SEO e links patrocinados como formas de aumentar a evidência da marca e impulsionar as vendas. A Dell está constantemente à procura de meios inovadores para melhorar a visibilidade da marca.</p>
<p>A ponta de estoque realizou campanhas no Twitter, em que distribuía cupons promocionais na rede. Se tiveram sucesso? E como. As mensagens com os cupons eram retransmitidas em massa, anunciadas em site de descontos e ajudaram a introduzir a marca no dia-a-dia das pessoas. Certamente vários milhões de dólares na conta da Dell são atribuídos à campanha deles no Twitter.</p>
<p>Atualmente a Dell mantém mais de 80 contas no Twitter. Entre estas cito a @dellhomeoffers – voltada para a venda de sistemas de diversas naturezas para o público da região da Ásia e do Pacífico. A adesão da empresa ao Twitter é grande. Eles encorajam os funcionários a usar o site e o canal de mensagens privadas (mensagens diretas) é largamente usado por departamentos diferentes da empresa.</p>
<p>IDG – A maioria das empresas aplica técnicas de marketing em ações B2C. Como você avalia o uso do Twitter em ações B2B?</p>
<p>SG – O jornal The New York Times recentemente escreveu sobre o sucesso do uso do Twitter pela empresa de telefonia Avaya. No artigo, o Times descreve como a Avaya usa o recurso de Feedback dos consumidores. Com base em um único Tweet, a empresa foi capaz de gerar um quarto de milhão de dólares em negócios.</p>
<p>IDG – Como as empresas e os clientes encaram os Tweets patrocinados? Poderia citar alguns resultados obtidos pelas empresas que investem nisso?</p>
<p>SG – Ainda estamos engatinhando no assunto de Tweets patrocinados e temos seis marcas usando o serviço. Mas alguns sinais de sucesso começam a aparecer. Entre esses eu posso citar a companhia aérea Virgin, que deu início a uma campanha e no dia em que estreou comercializaram o quinto maior volume em passagens da história da companhia.</p>
<p>IDG – Pelo que dizem, vocês têm outras ações em mente para tornar o negócio de Tweets patrocinados mais atraente aos olhos dos anunciantes. Que ferramentas são essas?</p>
<p>SG – Queremos implantar uma solução parecida com o Analytics (ferramenta de mensuração de tráfego na internet), verificação simplificada de contas e outras ferramentas poderosas para uso corporativo – mas, espere. Logo, logo vamos anunciar tudo.</p>
<p>IDG – Muitas pessoas criticam o modelo de negócios do Twitter. Como é? O que pretendem fazer para ganhar dinheiro?</p>
<p>SG – Olhe, o Tweet patrocinado é um passo em direção ao lucro, e estamos cuidando desse recurso com muita atenção. No momento, queremos expandir a base de usuários, crescer. Esse crescimento vai se dar com base na experiência que podemos oferecer aos usuários, experiência boa, que gere satisfação no uso do Twitter. Essa satisfação vai se transformar em lucro, não tenho dúvida disso.<br />
<strong><br />
Hyuna Kim &#8211; IDG News Service/Coreia do Sul</strong><strong></p>
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		<title>Empresas vigiam suas marcas nas redes sociais</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 13:26:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No aeroporto, prestes a embarcar, um cliente do banco Itaú se deparou com o caixa eletrônico quebrado. Em vez de se irritar, achou melhor tuitar. Em pouco tempo, o problema estava resolvido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No aeroporto, prestes a embarcar, um cliente do banco Itaú se deparou com o caixa eletrônico quebrado. Em vez de se irritar, achou melhor tuitar. Em pouco tempo, o problema estava resolvido.</p>
<p>Isso porque cada menção que se faça a uma marca nas redes sociais está sendo atentamente vigiada pelas empresas, como conta o diretor executivo de marketing do banco, Fernando Chacon.</p>
<blockquote><p>Queixa feita no Twitter tem resposta rápida</p></blockquote>
<p>&#8220;Nossa equipe detectou uma reclamação de um problema que o software que monitora os caixas não tinha detectado. Consertamos e respondemos ao cliente, que nos agradeceu via Twitter.&#8221;<br />
Hoje, empresas de quase todos os segmentos monitoram blogs, Twitter, Orkut e Facebook com softwares e equipes específicas, conforme constatou o designer Miguel Andrade, 33.</p>
<p>Ao se deparar com um rato agonizante no setor de rações do Extra de Jundiaí, fotografou a cena e a publicou em seu blog e no Twitter.<br />
Três dias depois, o Extra entrou em contato por e-mail, apontou soluções e, segundo o designer, cumpriu.</p>
<p>Alessandro Barbosa Lima, presidente da E.life, que desenvolveu dois softwares de monitoramento de redes sociais, explica que os programas são usados para verificar a qualidade de campanhas publicitárias e atendimento em pontos de venda.</p>
<p>&#8220;Hoje, se a fila do check-in não anda, o cliente tuíta dali mesmo. É o SAC [Serviço de Atendimento ao Consumidor] 2.0&#8243;, diz o executivo.</p>
<blockquote><p>&#8220;A propaganda boca a boca sempre existiu, mas era restrita. Agora, cada &#8220;tweet&#8221;</p></blockquote>
<p>Embora as empresas afirmem não dar preferência às redes, Lima diz que elas estão cada vez mais preocupadas com a rapidez com que a publicidade negativa se espalha pela rede.</p>
<p>&#8220;A propaganda boca a boca sempre existiu, mas era restrita. Agora, cada &#8220;tweet&#8221;, cada postagem tem efeitos em grande escala&#8221;, diz Lima. </p>
<p><strong>James Cimino &#8211; Folha de S. Paulo</strong></p>
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		<title>Cala a boca, Twitter</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 13:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O FENÔMENO "Cala Boca Galvão" tomou conta do Brasil e do mundo. Isso não é mais novidade para ninguém. Só estou falando disso aqui porque ele dá o que pensar sobre a relação da internet com outras mídias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O FENÔMENO &#8220;Cala Boca Galvão&#8221; tomou conta do Brasil e do mundo.<br />
Isso não é mais novidade para ninguém. Só estou falando disso aqui porque ele dá o que pensar sobre a relação da internet com outras mídias.</p>
<p>Em muitos casos, a internet funciona como &#8220;caixa de ressonância&#8221; da mídia tradicional. Um artigo sai publicado no jornal ou um programa de TV vai ao ar e os internautas vão atrás, difundindo o assunto na rede.</p>
<p>Mas no &#8220;Cala Boca Galvão&#8221; foi diferente. O fenômeno surgiu na internet, no dia da abertura da Copa. E daí a mídia tradicional foi quem teve de correr atrás.<br />
Mesmo depois de cinco dias da piada bombando no Twitter, ainda dava para ver artigos de jornal tratando o caso como novidade.</p>
<p>E depois de o &#8220;Cala Boca Galvão&#8221; aparecer em jornais gringos importantes, como o &#8220;New York Times&#8221;, até a TV foi atrás, com direito ao próprio Galvão dando declarações de apoio.</p>
<p>Dá para pensar em algumas coisas a partir disso.<br />
A primeira é que piada de internet só tem graça mesmo na internet. Tentar explicar em outras mídias pode até ser informativo para quem estava desconectado, mas não tem nem de longe a mesma graça.</p>
<p>O humor da rede faz piada com suas próprias características: o fato de os &#8220;trending topics&#8221; do Twitter terem sido dominados, as múltiplas campanhas inventadas rapidamente com Photoshop, a desinformação espalhada em 140 caracteres sobre o significado do bordão e assim por diante.</p>
<p>O outro ponto é que o &#8220;Cala Boca Galvão&#8221; é um caso raro de &#8220;meme&#8221; genuinamente brasileiro que ganhou o mundo. &#8220;Memes&#8221; são comportamentos e ideias que se reproduzem por imitação (&#8220;mimesis&#8221;). Alguém vê e quer espalhar ou fazer igual.</p>
<p>O Brasil é um grande consumidor de &#8220;memes&#8221;, como o &#8220;lolcats&#8221; (bit.ly/4x6Niu). É também um bom produtor de &#8220;memes&#8221;, como o &#8220;tenso&#8221; (bit.ly/db7e0Z).<br />
Mas, até então, nenhum &#8220;meme&#8221; brasileiro tinha se tornado tão global.<br />
Há muita gente orgulhosa disso. E outro tanto com vontade de gritar &#8220;cala a boca, Twitter&#8221;. </p>
<p><strong>Ronaldo Lemos &#8211; Folha de S. Paulo  </strong></p>
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